Apresentação utilizando PECHA KUSHA e outras ferramentas de storytelling

A apresentação deve ser usada como complemento à fala do apresentador, por isso, muitas vezes ela serve de guia tanto para quem está apresentando não perder o raciocínio, quanto para quem está assistindo ter uma introdução ao que será falado em cada slide.

Por servir como um guia de uma palestra ou reunião, uma das primeiras coisas que se aprende sobre uma boa apresentação é definir bem a quantidade e qualidade de texto de cada slide.

  • Muito texto > a atenção se perde, a audiência estará lendo uma coisa enquanto você está falando outra e ficará tudo muito confuso, ou se você está lendo o que está escrito na apresentação e não tem nenhum complemento, o conteúdo poderia ter sido enviado por e-mail e não existe a necessidade de estar apresentando.
  • Texto muito abrangente > Se você coloca apenas um título abrangente, você pode se perder no tema, ex: “Planejamento do projeto” – Sabemos que todo projeto deve ter um planejamento e dentro do planejamento existem etapas. Sendo assim não seria mais fácil colocar “Planejamento do projeto – breve descrição da etapa 01”

Roteiro da apresentação

A expressão “colocar no papel” aqui é totalmente aplicável, pois uma boa maneira de iniciar o roteiro da sua apresentação é usar um sketchbook, conhecido também como caderninho de anotações, onde você anota suas ideias para transformá-las em projetos. Físico ou digital, o caderno permite testar ideias, rabiscar sem medo, imaginar e escrever conexões e diferentes caminhos para apresentação.

Além do rascunho, outras ferramentas que o ajudarão no roteiro da sua apresentação são:

  • Mapas mentais – explorar conexões e identificar abordagens mais atrativas;
  • Storyboard – ajuda a organizar as ideias;
  • Tire fotos – mostrar o processo do que está explicando pode valorizar a apresentação.

Seguir o padrão 20×20 é uma regra?

O formato Pecha Kusha foi criado no japão por um grupo de arquitetos com o objetivo de apresentar projetos de forma atrativa, sem ficar falando por horas e perder a atenção da audiência.
O conceito de ter 20 slides com menos de 20 segundos por slide fará com que você repense sua apresentação longa, filtrando o excesso de conteúdo e transformando uma apresentação entediante em algo mais dinâmico e objetivo.
É um desafio criar uma apresentação de algo que você domina para apresentar em 6 minutos, porém o exercício de encaixar as informações nesse tempo faz com que você se habitue e explore outras formas de apresentar um produto/serviço de forma rápida e objetiva.

Utilização de imagens

O efeito visual de uma apresentação tem um peso maior que a fala ou a escrita, por isso vale a pena investir um tempo na busca de imagens para sua apresentação.
Aqui entra um outro conceito muito comum em apresentações: “show, don’t tell” – na tradução é algo como mostre, não narre.

Deixo aqui algumas dicas para a seleção das imagens:

  • Selecione apenas as imagens mais relevantes para sua apresentação;
    Evite o Google Images, use bibliotecas gratuitas de imagens deixo aqui um post com uma lista e como usar;
  • Ao usar imagem como backgrond, edite sua imagem para contrastar com o texto – deixo aqui também outro post com lista de softwares e apps de tratamento de imagem.
  • Tenha um padrão estético em mente – caso decida usar imagens mais “limpas” ou mais coloridas, siga esse padrão, misturar imagens em preto e branco com imagens limpas, com imagens muito coloridas e contrastadas pode “sujar” sua apresentação.

E lembre-se, ao usar imagens de bancos gratuitos, sempre dê os créditos 😉

Conclusão e aprimoramento

Deixei aqui uma introdução bem superficial sobre como utilizar algumas técnicas já conhecidas no mercado para criar boas apresentações. Caso você queira se aprofundar mais nos temas, sugiro pesquisar sobre as ferramentas abordadas.

Caso sinta falta de algo no post ou tenha alguma dúvida, sugestão ou elogio, comente aqui para que possamos produzir e entregar um conteúdo cada vez mais completo 🙂

Renan Moratto

Especialista em marketing digital à frente da TRENDit, desenvolvedor web trabalhando com publicidade e marketing digital há mais de uma década. Apreciador de boas cervejas, ciência, cultura de rua e bons roteiros.

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